Se nas partes 1 e 2 prometi os ingredientes para a receita
dos bons conteúdos nas redes sociais, então, nessa parte 3, botaremos a mão na
massa. É a aplicação prática da teoria.
A corretora de seguros na qual trabalho, a Sanida, tem
presença no Facebook por meio de uma fan page. Usaremos esse espaço para
veicular e testar uma linha de conteúdo que idealizaremos com respaldo naquilo
que discutimos até então. No fim, esse conteúdo deve aumentar a visibilidade
online da empresa e disseminar conceitos do mercado segurador para que o leitor
associe a marca da empresa (Sanida) com o produto que ela comercializa (seguros).
Não é uma tarefa tão simples quanto soa. Pelo contrário,
representa um problemão! Uma boa maneira de resolvermos esse grande problema é
dividi-lo em problemas menores.
Problema 1 – A natureza do produto, o seguro privado.
Seguros privados não correspondem à ideia tradicional que se
tem de um produto: não podem ser vistos, tocados, exibidos na vitrine ou
guardados nas prateleiras do estoque. Por esse motivo, muitos assumem erradamente
a compra de seguros como “jogar dinheiro fora”, o que gera muita má vontade
para com o tema. Infelizmente, pois o seguro seria melhor compreendido como um
clube de ajuda mútua onde sempre tem alguém sendo resgatado de uma catástrofe.
Um clube onde ajudamos a quem precisa, com a certeza de que seremos ajudados se
um dia chegar a nossa vez. Mas a questão aqui é: como superar o obstáculo
representado pela péssima receptividade das pessoas comuns para ouvir sobre o
tema “seguros”?
Sugiro a seguinte solução: tirinhas cômicas, sobre
acontecimentos comuns do nosso cotidiano, que pinguem conceitos do mercado
segurador.
Problema 2 – Validando a solução escolhida: tirinhas.
- · A compreensão: tirinhas comunicam com rapidez e eficiência, pois se valem muito de comunicação visual.
- · A emoção: piadas por assim dizer devem gerar uma emoção necessária e prazerosamente positiva, a alegria do riso. Para isso, tudo deve estar no lugar: a retratação de acontecimentos cotidianos, dando consistência à piada, que juntamente com um desfecho cômico nos faz rir ao lembrar de nosso dia-a-dia, ou seja, de nós mesmos.
- · A origem: quando a piada oferece um frescor de senso crítico e sarcasmo na dose certa, assimilamos a tirinha como uma pequena porção de sinceridade e perspicácia daquele que veicula. Esse é o efeito pós-piada para a fonte. Concentrei-me nele porque o riso não pede credenciais, nem para quem conta a piada nem para aqueles que dela riem. Então, as identidades não influenciam de maneira negativa na receptividade do conteúdo.
- · A utilidade: uma visão bem humorada de acontecimentos comuns do dia-a-dia provoca também o inevitável riso que vem da constatação de que outras pessoas passam pela mesma situação. Compartilhar e curtir o prazer do riso é sem dúvidas uma boa maneira de estimular o diálogo e um bom motivo para fazer-se lembrar no Facebook.
- · A circunstância: a experiência mostra que quadrinhos têm boa aceitação do público online, já que tem sempre alguém compartilhando ou curtindo essas piadinhas ilustradas. É algo que já vem dando certo bem antes do fenômeno das redes sociais. Senão, reparem os jornais que sempre dedicam um espaço para elas.
Problema 3 – Construindo a tirinha.
Conceito do mercado segurador a ser comunicado: sinistro.
Situação do cotidiano: baliza na rua com a ajuda do
flanelinha inconsequente.
Vou publicar essa tirinha na fanpage da Corretora Sanida.
Leia o primeiro artigo dessa série: Os ingredientes para posts de sucesso no Facebook: o DNA das boas ideias (parte 1)
Leia o segundo artigo dessa série: Os ingredientes para posts de sucesso no Facebook: o DNA das boas ideias (parte 2)
In parts 1 and 2 I promised the ingredients for the recipe of good content on social networks. Now it's time to work. It's time to apply the theory.
The insurance agency where I work (Sanida) is on Facebook through a fanpage. In this space, we will publish and test a range of content. This content should increase the online visibility of the company and flow concepts of the insurance market, helping the reader to associate the company's brand (Sanida) with it's product (insurance).
It is not as simple as it sounds. In fact, it is a big task! A good way to solve a complex problem is to break it into smaller problems.
Problem 1 - The nature of the product.
Private insurance does not fit the traditional idea of what a product should be, can not be seen, touched, displayed or stored in the stock shelves. How to overcome the obstacle represented by the poor responsiveness of the common people to understand the theme "insurance"?
I suggest the following solution: comic strips, about ordinary events of our routine, where concepts of the insurance market were gradually attached.
Problem 2 - Validating the solution.
- Understanding: strips communicate quickly and efficiently, because they are based on visual communication.
- Emotion: jokes should generate a necessary and pleasantly positive emotion, the joy of laughter. To do so, everything must be in place: the portrayal of everyday events, giving consistency to the joke, which together with a comical outcome makes us laugh at the memory of our day-to-day, ie ourselves.
- Origin: When the joke offers critical sense and sarcasm in the right dose, people assimilate the strip as a small portion of candor and insight. This is the effect to the source. I focused on it because laughter does not ask for credentials. Then, the identities do not influence negatively the responsiveness of the content.
- Functionality: a humorous view of the ordinary events of the day-to-day also causes the inevitable laughter that comes from the realization that other people go through the same situation. Share the pleasure of laughter is a good way to stimulate dialogue and a good reason for people remember each other on Facebook.
- Condition: experience shows that comics have good acceptance of the online audience, as there is always someone sharing illustrated jokes. It's something that comes before the social networking phenomenon. The newspapers always dedicated a space for them, for example.
Problem 3 - Building the strip.
Concept of the insurance market being reported: car accident.
Everyday situation: beacon in the street with the help of inconsequential valet.

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