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| Copa 2014: o Brasil recebe o mundo |
Não sei... talvez seja verdade. Mas, se for, é igualmente
verdadeiro que, para aqueles envolvidos com jogo, esse tipo de crítica soa
superficial o bastante para não ser levada em conta. Afinal, a emoção e a razão
falam idiomas distintos. Talvez, no entanto, seja preciso buscar o estreito
desfiladeiro entre as paixões e as questões mais racionais do nosso dia-a-dia
para entender que o erro seria justamente separar o futebol da "vida
real": o esporte é imanente e, portanto, a própria produção da realidade.
Vejo o futebol essencialmente como um sorvedouro que junta
pessoas, cria vínculos e relacionamentos.
Não é o campeonato que importa, nem mesmo o campeão! Mas é o jogo, o
jogo que une as pessoas em total sintonia e numa intensidade sem explicações.
Entender a beleza da arte jogada e o seu regime de significados sutis é um
privilégio coletivo que colore nossos caminhos. E é isso o que os céticos nunca entenderão.
Nesta Copa do Mundo espero vivenciar experiências
memoráveis, lições de superação que, ao contrário do que dizem os que torcem
contra, serão antes de tudo experiência de vida.

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